APEOESP: Militância pela qualidade da educação e partidarismo político
maio 24th, 2012 § 2 Comentários
Hoje participei pela primeira vez na APEOESP como R.E.. Cada escola escolhe representantes para que participem das reuniões nas subsedes do sindicato. Eu fui um desses sortudos e como tal, tentei representar o sentimento coletivo da escola onde atuo, a saber: Carlos Pezzolo, que é a mesma escola onde cursei todo o ensino médio em minha educação escolar.
Observei as primeiras manifestações e foram de acordo com o que os outros R.E.s e professores mais antigos da escola me disseram que seria: disputa partidária. Em uma destas manifestações, um professor quetionou sobre o porquê a grande maioria d@s professor@s não participam mais das discussões da APEOESP e das assembléias realizadas por este sindicato. Minha manifestação foi neste sentido, buscando externar um sentimento coletivo e que também é meu:
Sendo a APEOESP um sindicato d@s professor@s, imagina-se que lute para a melhoria da qualidade das condições de trabalho desta categoria. Mas o que vemos tanto nas assembléias, quanto nas reuniões regionais é uma luta de causas partidárias que acabam por centrar os debates, deixando pouco tempo para os debates que são efetivamente para a melhoria das condições de trabalho e da educação pública.
É claro que muit@s araut@s se indignaram com minha abordagem, talvez porque eu tenha dito que os partidos políticos sejam instituições arcaicas e que perderam seu sentido originário frente ao avanço do capitalismo. Na necessidade de manterem-se como instituições, muit@s, utilizam-se de espaços para outros fins como locus de divulgação das causas partidárias. Esta foi minha crítica. Mal-interpretada por muit@s desatent@s ou talvez, mal explanada por mim, no tempo de 3 minutos, depois mais 3 para esclarecimento. Essa mal-interpretação ou explanação motivou este post esclarecendo minha posição.
Reconheço, hoje, ainda, a importância dos partidos políticos. Quer dizer, dos que tem uma teoria e diretriz práxica clara, condizente e fiel à sua história e ideologia. Bem sabemos que são poucos, a meu ver é possível contá-los com os dedos de uma mão apenas. Reconheço também que estes partidos disputam poder nas instituições de classe (poucos fazem uma discussão sobre o que é hoje a classe social, que a meu ver, há que ser discutido), sobretudo, nos sindicatos.
Contudo, penso que seja essencial delimitar os espaços e utilizando-se do bom senso, reconhecer que a APEOESP é um espaço de luta pela qualidade de uma educação pública, gratuita e verdadeiramente democrática, luta esta que deveria ser maior que qualquer ideologia partidária. Mas não é isso que ocorre. Os guetos partidários – sem conotação pejorativa – têm sua concepção do que deve ser a educação e os R.E.s filiados a eles levam as pautas partidárias para as discussões sindicais. Ou seja, as pautas partidárias sobrepõem-se à tentativa de pautas conjuntas pela Educação. E @s professor@s percebendo isso, deixam de participar das reuniões e assembléias, deixam de interessar-se pelo sindicato, porque para grande parte del@s – e reconheço a legitimidade desta percepção, apesar de não concordar - não há sentido no partido político, todos são iguais, etc…
Desta forma, utilizam-se do sindicato para realização de suas necessidades individuais, uma vez que em sua percepção o sindicato virou meio para a satisfação dos interesses partidários. Penso que para quem está dentro desta tendência, seja difícil perceber isso. É mais fácil dizer que @s professor@s são alienad@s. Bem sabemos que as convicções partidárias de uma grande parte d@s professor@s de nosso Estado é direitista, psdebista sobretudo. Porque seriam obrigad@s à frequentar estas reuniões, sendo que grande parte dos temas abordados não lhes interessa?
Bem, talvez esta explanação possa piorar a percepção que @s presentes tiveram, mas não poderia deixar de fazê-la, até para que fique mais transparente. Não é o fim dos partidos políticos. Não agora. Mas é primar que cada instituição e cada espaço cumpra o papel para o qual é destinado e somente quando a educação for vista para além das causas partidárias, que serão possíveis, por exemplo, uma das propostas de hoje: paralização com todas as centrais sindicais. Todas querem lutar pela educação, mas porque não o fazem juntas? Por causa dos partidos políticos.
A melhor proposta de hoje, a única concreta, a meu ver, foi a de Nayara (salvo engano) é de fazer uma campanha nas unidades escolares com as comunidades, conscientizando da conjuntura atual da educação, explicando, por exemplo, o porquê que as escolas estão sem a quantidade necessária de professor@s, etc.
E agora, para mais uma jornada de trabalho, até as 23h. Abraços.
Apresentação Pessoal
abril 14th, 2012 § Deixe um comentário
Este vídeo é uma breve apresentação pessoal e uma introdução à dissertação. fex-se necessário para evidenciar minha ligação com as culturas populares e com o rap, possibilitando assim, que @ leitor@ do texto da dissertação tenha a possibilidade de conhecer um pouco de minhas motivações.
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Dissertação
setembro 1st, 2011 § Deixe um comentário
Saudações. Quero agradecer a você que lê frequentemente as coisas que posto aqui. Agora, por motivo de dedicar-me o máximo possível à minha dissertação ficarei offline. É bem possível que nos próximos 3 meses não acesse este espaço. Um abraço. Hugo.