O Silêncio Docente: Questão de sobrevivência?
agosto 7th, 2011 § Deixe um comentário
Tenho me deparado com um conflito que quero partilhar aqui.
Avaliando minha prática pedagógica, deparei-me com a questão seguinte:
O Silêncio Docente tem me incomodado sobremanera. É um silêncio manipulador, que parece espontâneo por vezes, e que suas causas não são tão explícitas.
A herança copista dos monges medievais, à qual Danilo Di Manno gostava sempre de se referir, a cada dia está mais intensa em nosso meio docente. Apesar do grande avanço dos discursos, muitas vezes progressistas, a prática docente, doentemente está mais silenciada. Os discursos não faltam. Reproduções de teoriais já cansadas e que não são capazes de interpretar a realidade presente ecoam por todos os lados onde habitamos. Porém, cadecem de profundidade e criticidade, causaram uma pobreza incomensuravel ao fazer docente no qual sobra discursos, mas tem a prática, inclusive epistemológica, silenciada.
Este é o pior silêncio. Como pode um/uma docente não saber falar sobre sua própria prática? Como é possível que não se dêem conta de que quase tudo o que dizem não reflete sua prática ou que não sabem dizer o que fazem de forma crítica? Ou ainda que estão a cada dia, sendo mais afastadas de afazeres básicos de sua função, como saber ler o mundo em que vivem e escrevê-lo partilhando sua experiência educativa?
Será um erro de interpretação minha? Não há silêncio algum e realmente a atividade docente está se efetivando conforme suas possíbilidades e assim que deve ser?
Não sei, mas Danilo já atentou-nos para este silêncio, e portanto, não sou o único a interpretá-lo assim. Mas ainda persiste a angústia: quais as causas deste silêncio? Como podemos e devemos acabar com ele? Talvez gritarmos para rompê-lo? Danilo aponta outro caminho, qual me parece muito mais prudente no momento. Recomendo a leitura silenciosa, caso você queira aprofundar-se nesta questão. Segue o atalho para o artigo:
Manifestações da “intromissão” de Danilo Di Manno em nossas vidas…
março 22nd, 2011 § Deixe um comentário
CARTA AO PROFESSOR DANILO
São Bernardo do Campo, 19 de agosto de 2010.
Caro Professor Danilo
Gostaria de começar esta carta com o velho jargão: “venho através destas mal traçadas linhas…”, mas não dá, pois, estou “teclando” e prestando bastante atenção na tela do computador. Portanto a cena bucólica da aluna escrevendo uma carta ao professor se esvaiu diante da tecnologia.
Confesso que a ansiedade me “travou” na escrita desta carta. Creio que o estímulo é mola propulsora, porém, em alguns casos (como no meu) pode significar excesso de auto cobrança.
Explico: fomos muito instigados a deixar brotar nossa inspiração e a nos permitirmos criar nossos textos; a ênfase dada a nossa capacidade de autores me deixou com uma responsabilidade enorme para lhe escrever esta carta.
Não que você nos tenha deixado esta sensação, isto é meu, está em mim. Geralmente quando sou estimulada a mostrar meus talentos, a ser autêntica, tenho que mostrar o “melhor” de mim…
… quase como se fosse um dever não decepcionar alguém que depositou confiança em minha capacidade.
Não ser uma repetidora de falas e textos é um dos melhores conselhos (se é que o termo correto é este) que recebi de você, mas, a insegurança ainda me assola e a falta de “traquejo” com as particularidades da Academia ainda me amedrontam.
Sem contar que quando resolvo escrever, geralmente escrevo muito, e isso pode significar um problema na hora de finalizar a minha Dissertação, ou não.
Pode parecer justificativa para alguém que deixou para entregar o trabalho da disciplina com bastante atraso, mas “é vero”…
… tive dificuldades para escrever estas “mal traçadas linhas”…
Apesar da disciplina Abordagens Filosóficas da Educação ter caráter obrigatório no Programa de Mestrado em Educação da UMESP, não tive a menor obrigação em freqüentar as aulas, muito pelo contrário, na maioria das vezes senti bastante alegria e prazer nestes encontros.
Encontros que só não foram alegres e prazerosos em sua totalidade, porque também me provocaram náuseas, revolta e incertezas em vários momentos.
Logo no início percebemos que o objetivo da disciplina era examinar propostas, teorias e práticas educativas a partir de uma leitura epistemológica, porém, fomos levados a cada aula a refletir que é necessário incluir “outros olhares” para ultrapassarmos o tradicionalismo da filosofia que sempre nos foi apresentada, principalmente no que diz respeito a Educação. A abordagem filosófica que utilizarmos pode ser de significativa relevância para os desafios que temos atualmente e no futuro.
Você nos pediu, na segunda aula, que escrevêssemos o que consideramos ser a filosofia, a pedagogia e a educação.
Como diz o mineiro: ”eta exerciciozinho difícil, né”???
… ficou tão evidente que pensamos que sabemos as “coisas”, mas, quando nos confrontamos com conceitos e com a necessidade de explicá-los a nós mesmos e aos outros, percebemos que sabemos muito pouco e que ainda temos muito a aprender.
Posso lhe afirmar que nossa prepotência e nossa soberba “caiu por terra” naquele momento.
No decorrer do curso fomos constantemente instigados a refletir sobre o porquê de estarmos no Mestrado e como isso se reflete em nossas vidas, tanto no âmbito profissional, quanto familiar. Recordo-me das inúmeras vezes que dialogamos sobre a importância do título de Mestre e sobre as conseqüências positivas e negativos de se ter este título. Conjecturamos sobre os efeitos negativos desta titulação como, por exemplo, a sensação de superioridade que sentem alguns detentores deste tipo de título, principalmente na área da Educação e a “empáfia” característica de alguns destes indivíduos.
A sisudez também foi tema de nossos diálogos, quando analisávamos a “máscara” que algumas pessoas utilizam quando conseguem o título de Mestre (e alguns ainda na fase de Mestrandos), fortalecendo uma “imagem falsa” do que seja chegar a este nível de aprendizagem e titulação.
Fizemos várias atividades onde o objetivo era refletir o processo de Mestrado como parte de nossa formação e de nossas vidas, tornando-o prazeroso, para que possamos passar por este dois anos com dedicação, paixão e, acima de tudo, “vivenciando” este momento.
Falamos muito do “Pathos” e no início cheguei a achar que eu não tinha futuro na Academia por (eu) ser tão patológica; impressão que foi se desfazendo à medida que fui refletindo sobre a importância de continuar sendo eu mesma e de não “me perder” (perder-me de mim) neste processo.
Lembra do dia em que cheguei um pouco atrasada e alguém exclamou: “Que bom que você chegou, estávamos falando justamente de promiscuidade”!
… nem vou te falar o que senti naquele momento e o mal estar que se deu à partir deste episódio; só quero que você saiba que quando você nos mostrou (aulas depois) que a Academia é em alguns momentos “promíscua” senti uma pontinha de prazer e pensei: “pelo menos os colegas agora devem aceitar minha presença nela !!!!
Esta fase passou e fomos seguindo adiante cheios de incertezas, no entanto, em busca de algo mais.
Um tema bastante dialogado e refletido em nossos encontros foi o da busca incessante (e às vezes insana) por bibliografias, que tomam demasiada importância no processo do Mestrado, podendo levar a uma perda da capacidade criativa por parte do escritor. Você deixou bem claro que, de forma alguma, devemos descartar a leitura de livros, mas, repensar nossos hábitos e os paradigmas que carregamos ao longo de nossa formação escolar a cerca da leitura; principalmente a “leitura da leitura”
Refletimos sobre a importância de nos permitirmos escrever mantendo a espontaneidade e ao encadeamento de nossas idéias.
Danilo, apesar de, você ter citado vários teóricos e obras de relevada importância, em momento algum você tornou as leituras obrigatórias, o que nos levou a um misterioso interesse em ler algumas das obras citadas e a conhecer mais de perto seus escritores.
Devo dizer que fiz a leitura de Moacir Gadotti em sua obra “Educação e poder: introdução a pedagogia do conflito”. Gostei bastante até porque tenho lido e utilizado os textos de Gadotti em minhas pesquisas, principalmente, suas reflexões a cerca da Educação para a Sustentabilidade, com ênfase na importância da Carta da Terra e da Agenda 21.
Durante todo o semestre nos sentimos impulsionados a repensar nossas práticas educativas e o nosso processo de formação como pesquisadores. Muitas vezes ficamos aporrinhados com as indagações feitas e com o resultado (deveras incômodo) dos diálogos coletivos.
Lembro-me daquele debate na sala de aula sobre as incoerências do que estava sendo abordado na disciplina; o resultado foi bastante interessante, pois, “mexeu” com muitos de nós, por exemplo, quando falamos da necessidade exagerada de leituras no Mestrado e a importância destas leituras na vida acadêmica. Ou, ainda, sobre a necessidade da “troca com o autor”, ou seja, do risco que corremos quando fazemos a leitura da leitura do texto.
Em suma, o objetivo da disciplina foi “abrir os olhos” dos alunos e alunas e descortinar um mundo de possibilidades quando acreditamos, de fato, que podemos escrever, assumindo a nossa autoria.
Para mim, o ápice da disciplina foi a última aula. Você estava visivelmente inspirado e transmitia sua energia positiva a cada um de nós de uma maneira tão forte que chegava a “dar calafrios”.
Os vídeos utilizados, as obras apresentadas, só solidificaram as reflexões que tivemos durante todo o período que nossa turma estudou com você. Jamais esquecerei a emoção que tomou conta do ambiente e de cada um de nós. Mais forte ainda foi o momento em que tivemos a real sensação de que a disciplina havia terminado e ninguém se mexeu, como se quiséssemos eternizar aquele momento e aquelas reflexões.
A nossa atividade coletiva final, o “Baile de máscaras”, onde cada um de nós se assumia como indivíduo-fruto de muitas cobranças da sociedade (mascarado), mas também, e acima de tudo protagonista de sua história e de sua dissertação de Mestrado marcou, com certeza, cada um de nós.
Pudemos assistir os alunos e alunas realizando performances individuais e coletivas mostrando como se sentiram durante o curso e o que estavam levando do processo.
Eu, particularmente, fiz aquele pout-pourri com marchinhas de carnaval contando o desenrolar das aulas, minhas angústias, meus encantamentos e reflexões, para acima de tudo, tornar aquele momento prazeroso e encantado.
Danilo tenha certeza de que você mudou muita coisa em nossas vidas e em minha vida em particular, pois, conseguiu provocar em nós a vontade de mudar e mudar prá melhor. Melhorar como se humano para que a nossa prática cotidiana seja autentica e verdadeira, profunda e honesta.
Este encontro com você e com os colegas foi, deveras, proveitoso e gratificante e sempre beberei na fonte das minhas lembranças sobre as reflexões que fiz em cada aula.
Permita-me registrar aqui uma citação de Paulo Freire que costumo utilizar em alguns escritos e sempre em meu cotidiano:
“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”. – Paulo Freire
Professor Danilo Di Manno: no Movimento Hip Hop costumamos nos chamar de “manos”, de irmãos; irmãos e irmãs na luta pela sobrevivência e pela vibração positiva da vida.
Teu nome carrega esta energia, e depois de ter vivenciado estes encontros, nesta tão importante disciplina, sei que posso chamar você, meu Professor Danilo, de Mano.
Você escreveu em mim !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Muito obrigada.
Doroty Martos
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Bom dia pessoal….
Espero mesmo que nossos dias sejam melhores sempre, afinal de contas
Um professor especial nos ensinou que o melhor de tudo é não levar a vida
muito a sério para não sermos pegos de surpresa pelo tempo que finda…
Ao nosso grande amigo que viajou pelo tempo sem deixar endereço, mas
deixou as marcas que valem a pena em cada um de nós, deixemos a nossa
eterna gratidão…
Por mais que doa a constatação da perda nos vale o significado do que ele
nos ensinou.
Abraços a todos vocês que fazem parte dessa caminhada da vida e
obrigada pelo carinho de todos sempre.
Um excelente final de semana.
Elane
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PESSOAL, ESTOU ATÉ AGORA LENDO TUDO O QUE VCS ESCREVEM PARA TENTAR SENTIR UM POUCO DE TRANQUILIDADE, AINDA ME SINTO COM MUITA DOR.
ACHEI, ASSIM COMO VÁRIOS COLEGAS,O TRABALHO DE ENCERRAMENTO DO SEMESTRE.
GOSTARIA DE COMPARTILHAR COM VCS.
APÓS A LEITURA, ME SENTI COM O DEVER CUMPRIDO. ACHO QUE ESSE TRABALHO ME SERVIU PARA AGRADECER TUDO O QUE ELE NOS ENSINOU.
QUE BOM QUE ELE LEU TUDO ISSO. ME SINTO MAIS LEVE.
DANILO NÓS TE AMAMOS COMPANHEIRO!!!!!!!!
Querido Professor e Mestre Danilo,
Estou te escrevendo um pouco do que ficou marcado em suas aulas- encontros. É isso mesmo, suas aulas foram verdadeiros encontros de pura filosofia, encontros de vida, encontros que ressignificavam nossas escolhas e que aos poucos foi nos mostrando quem realmente somos, o que buscamos, o que queremos…
As máscaras caíram…
Esse é VOCÊ…
… do jeito que aprendemos a amar e respeitar.
Bem, tudo começou em 09 de Fevereiro de 2010, nossos encontros foram acontecendo e relato abaixo todas as marcas que ficaram:
09/02/2010
Vamos desaprender.
O não saber é ser tímido com o seu saber…
Experiências de saber formalmente não irá importar muito.
Vamos praticar o exercício da ignorância.
Temos um suposto saber.
Não dá para fazer filosofia sendo professor. É preciso criar um ambiente de condição filosófica.
As pessoas não mudam…
Pathos – obsessão – tornar-se patológico.
Antos – controle/equilíbrio – manutenção em mim mesmo.
Nosso ideal é: desorientar, desobstruir, despedagogizar, deseducar, desensinar.
A desaprendizagem é um momento para reaprender o novo. Não vamos reaprender nada.
Vamos somente desaprender.
Epistemologia – estudo do conhecimento – análise dos fundamentos do conhecimento.
Hybris – orgulho do conhecimento
Ontológico – estudo do ser
Episteme – ciência
O ambiente do Mestrado estimula a Hybris do conhecimento (orgulho).
Quanto mais conhecimento, mais diferença ontológica.
Capitalismo epistemológico – capitalizar o conhecimento que já tem.
Hybris epistemológica – orgulho do conhecimento
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23/02/2010
O Sorriso tira a sisudez.
Quando se faz análise profunda do conhecimento não se sorri.
Precisamos analisar o quanto somos Senso comum e o quanto somos Ciência.
O mercado de trabalho de Mestres e Doutores é um ambiente sisudo.
Quem lida com máscaras nunca chegará a verdade verdadeira.
Só tem uma máscara que importa – a institucional.
A institucionalização da máscara epistemológica.
A mascarização – MÁS – CARA (cara dissimulado)
Aqui no Mestrado, todos temos máscara epistemológica
Axioma – se aprende a brincar com ele.
A motivação de uma coisa não é dada por ela mesma.
O que faço tem motivação em outro lugar.
Faço mestrado porque quero poder é diferente de faço mestrado porque quero.
Taradismo – obsessão.
A dissimulação da máscara epistemológica.
O Mestrado muitas vezes deixa a pessoa crítica analiticamente ( pré conceito).
Em filosofia você não muda o caráter da pessoa.
Finesse epistemológica é sorrir da sua trajetória epistemológica.
Casca grossa – brucutu – se transforma em Finesse.
Abordagens das nossas fraquezas e esperanças, e sem ilusão que chegaremos a algum caminho epistemológico.
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02/03/2010
Vamos a EMENTA.
Diferencie: PSICOLOGIA – PEDAGOGIA – EDUCAÇÃO
Fundamentos da Educação
Filosofia da Educação
O que é ? Digam…
Tudo foi dito, cada aluno expôs sua versão.
Reflexão sobre a FILOSOFIA – PEDAGOGIA – EDUCAÇÃO
Nosso ponto de partida começa na partida.
O que a gente faz, a razão não está nelas mesmas. Exemplo: Entrar no Mestrado tem várias razões.
Pedagogia e Educação – não é a mesma coisa.
Primeiro precisamos lidar com o formal.
Formal – relativo a forma, não espontâneo.
Vamos evitar o formalismo.
Platão disse: a forma está no mundo das ideias.
Aristóteles disse: a forma não se separa da matéria ( a ideia está aqui mesmo)
Temos visão formal da Psicologia, da Pedagogia e da Educação.
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09/03/2010
Formal no grego tem 2 expressões: Morfhé e Eidos.
A Forma é uma essência necessária.
O formato já tem a essência.
Aquilo que aparece já é…
Para Aristóteles a essência de algo é o formato.
O formato tem imagem:
Doxa – opinião
Conhecimento – episteme – ciência
IGNORÂNCIA – não conhece nada.
OPINIÃO – uma imagem das coisas.
CONHECIMENTO – entra na essência das coisas.
O Mestrado lida com o CONHECIMENTO.
Platão e Aristóteles vão criticar a OPINIÃO.
A formalidade é contra a espontaneidade.
O Mestrado é uma situação formal.
Spont – espontâneo
Spons – vontade/voluntário
O formalismo é corrosivo.
Quando vou ser criativo?
Quando vou transgredir o formalismo?
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O grupo se separa – GRUPO A E GRUPO 2 (muita gente)
Temas para discussão:
ABORDAGENS
BIBLIOGRAFIA
BIOGRAFIA
ELETIZAÇÃO
PROMISCUIDADE EPISTEMOLÓGICA
EPISTEMOLÓGICO/PATOLÓGICO
16/03/2010
Qual a nossa ocupação no Mestrado?
Qual a nossa posição ao fazer Mestrado?
Do que a Sociedade me ocupa quando faço Mestrado?
A ocupação tem haver com aquilo que quero fazer. É uma abstração.
Daí me desligo do resto. Só me ocupo disso (Mestrado).
Abstemia Epistemológica – sobriedade na concreção (concreto) “pessoal do concreto não faz mestrado”
Processo de expurgo – esqueço raízes, vícios de linguagens.
O intelectual treina para ser retraído.
Quando me aproximo do concreto, tenho que ser abstraído.
Identidade abstraída – contida.
Filme: O nome da Rosa – sala dos copistas = eles estão ocupados disso.
O que a sociedade quer criando esse grupo de abstraídos? (mestrado)
Strictus – estreito
Stringo – separado, arrancado
Stricto sensu – é aquilo que é separado.
O Mestrado é um processo de abstração,separado, cortado.
O produto disso é a dissertação.
O processo do Mestrado é violento.
Cota,corta,corta,corta…
Cuidado com as pequenas negações cotidianas: corpo, prazer,libido.
Processo de exorcização – é preciso exorcizar.
Mestrado – aprofundamento estreito.
Ocupar-se do superficial – exorcismo das referências.
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23/03/2010
Abordagens – bordado – Centro e Periferia.
Como se estabelece um Centro e Periferia?
1 – central –
2 –transgressão – dentro e fora.
3 – exclusão – examinar outra metodologia para seu projeto.
4 – contaminação – fora para dentro.
5 – forçar os limites (as bordas)
6 – inclusão
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30/03/2010
Cada um dos alunos se colocou na posição CENTRO ou PERIFERIA em relação ao seu projeto de dissertação.
A partir do CENTRO estabeleço o resto.
Num determinado momento alguém vai planejar alguma coisa para nós.
As coisas são circunstanciais.
Quem está na periferia quer ir para o Centro.
DE/CISÃO – separar / cortar
Mestrado ( corta/corta/corta )
Não existe CENTRO e PERIFERIA.
Eles são produzidos por uma decisão.
A escola reproduz preguiçoso.
Eu vou transgredir o quê?
Que CENTRO é esse que estou?
Na PERIFERIA temos os dominados.
No CENTRO temos os dominantes.
Temos um DADO – alguém inventou isso.
No mestrado tenho que me acercar cada vez mais sobre o DADO.
Você é um investigador e diz que a mudança vem sempre do CENTRO ( é ocasional e aleatório).
Não há transformação apartir do DADO (poder/centro/estado).
Só posso fazer reforma.
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06/04/2010
Elitização.
Ninguém elitiza-se sem o texto.
Vocês querem texto?
Capital do conhecimento – “ Eu não tenho nada mas eu tenho tudo”
Referência bibliográfica dá idéia que se está trabalhando no caminho do conhecimento. São sentimentos psicológicos.
Tenho idéia que sem texto não há descoberta e não estou me capitalizando.
Acontece que não é só o texto que capitaliza.
O que faz diferença são os textos acadêmicos e dentro disso não há evolução.
Os hábitos na Educação são capitalistas.
Quando entro na Educação estou sendo treinado para a elitização.
Temos um Êxodo na academia – “Senso Comum”.
A elitização é uma atividade de êxodo.
O que é senso comum? Lugar da promiscuidade.
Sabedoria do cotidiano/sem fundamento/simples/geração e geração/costumes/tradição cultural/ignorância-ignorante/alienante/sem validade/folclore/crendices/babaca.
PROMISCUA – aquilo que mistura sem distinção
ELITE – palavra francesa – eleger/escolher – escolhidos e retirados do senso comum. Sentido de conforto.
Bibliografia elitiza.
Até quando somos corruptível?
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13/04/2010
Só dou o que excede.
ELITIZAÇÃO _____________________________ CAPITALIZAÇÃO
ELITE EPISTEMOLÓGICA
PROCESSO (lógica) _______________________PESSOAL(psicológico)
O discurso moralista só serve para os moralistas.
O discurso intelectual só serve para os intelectuais.
Abordagens – fala de uma radicalização.
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04/05/2010
Fundamental e necessário estudar as palavras.
As palavras estruturam nossa existência.
Na academia tem “fofoca epistemológica”.
Mestrado é epistemológico – treinamento para eliminação do PATHOS. (deixar a emoção de lado)
O movimento do mundo é patológico.
Quais são os momentos de paixão?
O mestrado é paixão.
O Mestrado é o Centro epistemológico.
A elite epistemológica é passiva.
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11/05/2010
Porque será que damos mais importância para a leitura do que para a escrita?
A Teoria é o nosso GPS e nos deixa acomodados.
Temos que deixar um pouco as teorias para avançar.
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18/05/2010 – GRUPOS JUNTOS – GRUPO A E GRUPO 2
Danilo faltou e veio um professor com cabelos desarrumados e tivemos aula até o intervalo em outra sala.
Grafofobia – medo de escrever – copistas.
Grafologia – especialista em letras – analisa a letra das pessoas.
O ato de ler é quase uma solenidade (cabeça baixa – passividade)
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25/05/2010
Texto como autoridade.
Leitor Terminal.
Leitor Germinal.
Leitura é PATHOS – patológico.
Assimilo a patologia do texto e o texto a minha patologia.
O leitor terminal é o ALVO do texto.
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01/06/2010
Aristóteles – Da Alma. Foi o 1º a colocar que nós ouvimos por imagem.
Descartes – Discurso do Método.
Kant – Hegel – crítica da razão pura.
Cada pessoa entende o que comunica de um jeito diferente.
Cada pessoa tem uma imagem de um determinado assunto e isso pode mudar de acordo com a experiência.
Quem lê, geralmente lê o representante do autor principal.
Somos levados a uma relação de obrigação com o texto.
O que fica marcado em nós do texto é a retórica.
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08/06/2010
Escrita – marcar com estilo.
Maria Rita – Encontro e despedidas
Trabalhamos os encontros e nos encontros não há texto.
Aqueles que não querem mudança agradecem aos cursos de mestrado e doutorado que ficam curvados: lendo, lendo, lendo e acreditando nas escrituras.
Quem eu sou não importa? Importa quem vou ler para ser alguém diferente?
Biografia – marca
Obnubilamos nossa escrita.
O coração já foi estilhaçado.
Nasce uma estrela – Barbra Straizer
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15/06/2010 – GRUPOS JUNTOS – GRUPO A E GRUPO 2
Ângela iniciou com uma abordagem sobre a Leitura . Trabalho desenvolvido por ela – “Projeto LER”
Danilo – Não posso mudar as coisas. Posso mudar minha relação com as coisas.
A academia é imutável.
Minha relação com ela é imutável.
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22/06/2010
Resumo de alguns pressupostos.
A busca do pensamento original.
Exorciza de você o desejo de fundamento, isso é desejo de colonizador.
Original, inédito, exorciza isso.
Todos somos origem.
Filme – Amadeus – Mozart VS Salieri
Simply sublime – Beethowen – 9ª Sinfonia foi construída sem que ele estive ouvindo.
Mestrado – momento para criar seu estilo.
Lara Fabian – Tout (1996) – Uma você dentro
La Fureur – outra interpretação.
A interpretação – liga o homem com Deus, liga os textos com minha obra, liga o que estou escrevendo com os teóricos. (ponte)
Aqui é um lugar de interpretação.
Qual o papel do intelectual na sociedade? REFLETIR.
O artista quer encantar.
Encante.
Seja ponte com as outras pessoas.
Seja ponte entre as pessoas.
Interfira como um tijolo vazado.
Lara Fabian – Je t’aime – Nua 2002
Aqui Danilo, você fecha com chave de ouro nossos encontros.
Foi pura emoção. Choramos muito e não queríamos ir embora, o desejo era de permanecer ali estáticos e imóveis junto de você. Foram muitas provocações e você conseguiu, estávamos entregues…
Quando pensávamos que tinha acabado, vem nosso Baile de Máscaras.
29/06/2010
Último encontro – agora cada aluno traz algo que marcou.
Foi um sucesso – as pessoas se mostraram como eram por dentro e você foi responsável por isso. Só você…
NOSSO BAILE DE MÁSCARAS (encontro que marcou nossas vidas)
NOSSA FORMATURA – 29/06/2010
Danilo, você fez um final de encontro tão maravilhoso que imprimiu em meu coração o desejo de ser como você e fazer diferente, sempre.
Tenho por você uma profunda admiração e gratidão por tudo o que me ensinou em suas aulas.
Querido Danilo você foi nosso Menino Maluquinho.
Nosso Dom Quixote
Você foi e sempre será nosso Herói…
Hero
There’s a hero, if you look inside your heart.
You don’t have to be afraid of what you are.
There’s an answer, if you reach into your soul,
And the sorrow that you know will melt away.
(Chorus):
And then a hero comes along, with the strength to carry on,
And you cast your fears aside, and you know you can survive.
So when you feel like hope is gone,
Look inside you and be strong,
And you’ll finally see the truth, that a hero lives in you.
It’s a long road, when you face the world alone.
No one reaches out a hand for you to hold.
You can find love, if you search within yourself,
And the emptiness you felt will disappear.
(Repeat Chorus)
Lord knows, dreams are hard to follow.
But don’t let anyone, tear them away- ay ay.
Hold on, there will be tomorrow.
In time, you’ll find the way.
(Chorus)
That a hero lives in… you
That a hero lives in… you
Hero
Existe um herói,se você olhar dentro de seu coração
Não precisa ter medo do que você é
Existe uma resposta,se você procurar dentro de sua alma
E a tristeza que você conhece irá desaparecer
Refrão
E então um herói surgirá,com a força para prosseguir
E você deixará seus medos de lado,e sabe que pode sobreviver
E quando sentir que sua esperança se foi
Olhe dentro de si e seja forte
E finalmente verá a verdade que existe um herói em você
É um longo caminho,quando você encara o mundo sozinho
Ninguém estende uma mão para você segurar
Você pode encontrar o amor,se procurá-lo dentro de si mesmo
E o vazio que sentia irá desaparecer
(Repete Refrão)
Deus sabe,é difícil ir atrás dos sonhos
Mas não deixe ninguém destruí-los
Se mantenha firme, haverá um amanhã,
No tempo certo você achará o caminho
(Refrão)
Que existe um herói em você…
Que existe um herói em você…
Você foi e sempre será nosso presente
Deixo aqui meu presente em forma de canção – uma serenata
Obrigada pelos encontros, pelas palavras ditas, pelos pontos de interrogação após as aulas, pelos cutucões no pensamento, agradeço por ter mexido tanto com nossas verdades supremas e sentimentos mais profundos. Hoje me considero outra pessoa, outra profissional, outra pesquisadora, hoje me considero mais gente. Você foi responsável por tudo isso e só posso te agradecer meu Grande Mestre.
Valeu Danilo!!!!!!!!!
1ªs Manifestações da “intromissão” de Danilo Di Manno em nossas vidas…
março 17th, 2011 § 7 Comentários
Amigos,
A noite foi longa e quase toda clara. Oportunidade de pensamentos duros, talvez no mais profundo filosófico. Qual o sentido da vida? O que fazer a cada dia para que ela valha à pena em seu todo? Estou fazendo isso que deve ser feito? Perguntas que fazem sentido diante da morte.
Ponderei que talvez o que mais me tenha sensibilizado com a morte do Danilo seja toda sua produção não realizada. As muitas ideias registradas ao longo dos anos naqueles tantos cadernos-ata, que em algum momento virariam proposições brilhantes. Toda a “vida não vivida”.
Tentei registrar um pouco do modo como percebia seu fazer filosófico nas duas páginas anexas. Acho que quem conviveu com o Danilo as entenderá. Talvez gostem de ler. Compartilhem se quiserem.
Abraços,
Daniel
Princípio do movimento ou filosofar como tormenta.
O princípio do movimento é um elemento que ocupou, se não ocupa, lugar destacado nas diversas culturas que tive até hoje oportunidade de estudar. Antes dos elementos essenciais, entendidos química ou metafisicamente, o movimento foi preciso. Um verbo, um sopro, uma junção improvável de moléculas – tanto faz. O movimento foi necessário para que o início assim se configurasse.
Diversas lendas africanas tratam de formas distintas este princípio. Em uma espécie de síntese de parte destas, Pierre Verger, o Fatumbi, fala em uma certa divindade “de múltiplos e contraditórios aspectos [...], pois é dinâmico e jovial”. Como característica explícita do movimento que lhe era inerente, relata que esta figura divina “veio ao mundo com um porrete, chamado ogò, que teria a propriedade de transportá-lo, em algumas horas, a centenas e quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes”. Algumas das versões encontradas atribuem a esse deus a origem do movimento do mundo: teriam sido necessários dois deuses para que o mundo existisse – um que o teria criado, tão imprescindível quanto o outro, que o teria posto em movimento.
Devedores diretos e indiretos dos conhecimentos africanos, os primeiros pensadores gregos reservaram ao princípio do movimento especial importância em suas construções. Relata Sêneca que o próprio Tales, arbitrariamente chamado de primeiro filósofo, identificava que a terra se movia sobre a água; que a água também se movia, sendo ela, a água, o princípio de todas as coisas. Mas foi em Éfeso, com Heráclito, que o princípio do movimento ganhou a primeira formulação consagrada na tradição filosófica. Sua afirmação mais difundida é sobre o fluir incessante das coisas, simbolizadas pelo rio: “Descemos e não descemos nos mesmos rios; somos e não somos”. O desdobramento, muitas vezes se omite: “Tudo se faz por contraste; da luta dos contrários nasce a mais bela harmonia”; “Correlações: completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia, e de todas as coisas um, e de um, todas as coisas”. Daí que “Em nós manifesta-se sempre uma e a mesma coisa: vida e morte, vigília e sono, juventude e velhice. Pois a mudança de um dá o outro e reciprocamente”.
A contradição não é vista como diverso do um, mas como parte de uma espécie de todo. Talvez Horkheimer e Adorno tenham caminhado sobremaneira próximos a este entendimento quando concluem que a arte, como expressão não filosófica, era necessária para que a filosofia se fizesse plena tanto em suas competentes formulações quanto em sua decência ética – em ambas as qualidades, não apenas na primeira. E que a desqualificação da arte que presenciavam no século passado, ocasionada pela cooptação do fazer artístico pela indústria cultural, fazia desqualificar a própria filosofia. Não havia sua contradição, sua expressão de negação.
Não tive, ainda, oportunidade de conhecer mais profundamente a obra de François Laruelle, com quem estudou Danilo Di Manno. Naquilo que li, dois livros e um pequeno punhado de textos soltos, penso que pude identificar uma espécie de correlação parcial entre sua percepção – de Laruelle – e a dos autores de Frankfurt. A tarefa proposta por Laruelle é a do movimento como tormenta filosófica. Ou uma espécie de filosofar atormentado(r). A necessidade de desestabilizar o estável o justifica. À filosofia, é preciso algo que se imponha, para que ela continue sendo, e não venha a ter sido. Não há filosofia sem filosofar, e não há filosofar sem movimento. A tormenta, ou o tormento, põe-na em movimento.
A proposta do filosofar como tormenta não tem no movimento da não-filosofia uma expressão única, mas singular. E, parece, não há no conjunto da Bibliothèque de non-philosophie obra mais atormentadora que Pour une imagination non-européene. Não suficientemente satisfeito em contribuir com a filosofia por meio da árdua tarefa de lhe fazer oposição, caminhar na contramão, ser contrário para manter o um, Danilo Di Manno aparece como brilhante radical no próprio contexto do contraditório. Para além de fazer não-filosofia, dedica-se ao estudo da imaginação, em lugar da razão – filosófica desde sempre. Para além de estudar a imaginação, propõe-se a abordá-la de forma não-europeia, pensando, portanto, desde um território originário não-filosófico segundo a tradição que precisava, como tarefa, ser contestada, atormentada. Com ele, a figura do Estrangeiro, que permeia textos da não-filosofia, ganha radicalidade. E a figura do Ecônomo entra em cena, na construção das metáforas – tão comuns – que só por um terceiro-mundano poderiam ser elaboradas com tamanha estrangeiridade, beirando um non-rapport.
Este princípio assumido pelo nosso filósofo, parece, manifestou-se de formas muitas em seus textos posteriores e em suas comunicações dos últimos anos. Lá sempre estava o Estrangeiro, capaz de desnudar o Ecônomo, seja como personagem manifesto, seja como autor das ideias que se expressavam. Também manifestou-se este princípio na forma como se fez presente o filósofo na Universidade: desestabilizando a instituição demasiado instituída, em nome dos seus próprios valores instituintes. Talvez concordasse com Heráclito, interpretando-o neste sentido, ao ler que “A guerra é o pai de todas as coisas e de todas o rei”. Rompe com a estabilidade. Põe em movimento.
Era o movimento constante em busca de gerar sempre a maior tormenta impossível, visando pôr em giro o que estivesse parado, ou desestabilizar o que já se estivesse movendo em calmaria.
Em acordo com sua obra, sua morte foi rápida, surpreendente, provocativa. Inesperada.

Daniel Pansarelli
em memória do primeiro mestre.
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Perfeito seu texto, Dani.
Eu ainda choro e creio haverá ainda muito choro.
A vida do Danilo marcou a minha vida de maneira indelével. E estou desde ontem lembrando os 13 anos que se passaram desde que ele entrou na minha existência.
A sensação que ele sempre causou em mim com suas aulas, suas falas e suas práticas foi a de arrebatamento, profundo arrebatamento.
Não me sinto hoje com sua perda, diferente do que sempre me senti quando o ouvia: incomodada, sem chão, impulsionada, angustiada, apaixonada e viva.
Sua presença era por si mesma condição de possibilidade de filosofia, sua “ausência” parece levar também a isso.
Suze
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Ahhh… Danilo.
Quanto vale a vida mesmo meu querido, que saudades você deixa.
Encheu nossos corações de esperança… Agora vai embora assim, sem prévio aviso…
Quem vai continuar nos deseducando???? Quem vai continuar a nos fazer rir trans-vestido para chamar ainda mais nossas atenções???? Como se fosse necessário…
O senhor não foi meu professor, foi meu mestre… Aquele tipo de mestre que nem a distancia da morte é capaz de fazer esquecer…. Amo-te, com todo o meu coração e com toda a minha alma. Esse foi um dos amores mais sinceros em que já tive. A única coisa que esse amor me cobrou em troca foi atenção, e por Deus, fui atenta a todas as suas AULAS… Por Deus cada palavra sua me marcou imensamente…
Vai com Deus Danilo, espero te ver ainda e quem sabe vamos rir um pouquinho do rigor de certos acadêmicos… Vai com Deus meu amigo, que Deus guarde e abençoe sua família.
Se alguém nesse mundo foi capaz de fazer minha mascara cair por alguns instantes… Esse alguém foi você, e seu estou aqui mesmo com toda adversidade que se impõe na minha vida é por pessoas como você. Só me arrependo de não tê-lo abraçado mais… Te amo.
Sua eterna aluna: Verônica Hannis de Lima.
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Pessoal,
não há palavras.
Só o que ficou profundamente em nós
e a sensação de naufrágio, pesadelo.
Abraço forte, amoroso e dolorido em todos. Renata
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Ao grupo
Gostaria de dizer a todos e todas que o meu pesar é imenso. O professor Danilo sempre foi merecedor de respeito e estima. Para mim um companheiro de trabalho e um grande amigo. Aprendi muito com ele e estou muito triste.
Abraço a todos e todas.
Prof. Maria de Fatima Moreira
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É UMA NOTICIA QUE ENTRISTECE A TODOS, O PROFESSOR DANILO FOI UM EXEMPLO DE PROFISSIONAL NA UNIVERSIDADE METODISTA UM ESPIRITO QUE SEMPRE QUIS SER LIVRE…Kelly Guimarães
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Hugo, tô aqui, mas tô aí com vocês… tô passada, muída… negando aquele seu primeiro e-mail do dia…
Fui reler a Carta Argumentativa que escrevi para ele ao final do curso/disciplina que fizemos com Danilo o ano passao e claro… nao dá pra conter as lágrimas… vamos fazer uma Homenagem… quem sabe postar coisas dele… pra ele…sei lá… é muito cedo… ou talvez tarde demais!!!!!
Deixarei colada abaixo a minha carta…se desejar e puder leia pra lembrar um pouco mais do que ele deixou pra nós em suas aulas…
TRABALHO DE CONCLUSÃO DA DISCIPLINA “ABORDAGENS FILOSÓFICAS”/2010
Professor Danilo Di Manno de Almeida
São Paulo, 30 de julho de 2010
Prezado professor Danilo,
Por que atribuir ao título da disciplina o termo “abordagens” e não descrever como se reconhece academicamente, “filosofia da educação”?
Talvez esse tenha sido o primeiro indicador do percurso de suas aulas ou encontros, não seguir uma cronologia, romper com o que está posto, não saber do que sabe, não pressupor o que as coisas são, nem a filosofia e nem a educação. Mas, naquele momento, de início de curso não compreendemos o que e onde queria chegar, embora nem mesmo sei se, ao final do curso, conseguimos descobrir. Porém, descobrir para quê? Para chegar aonde? Ao final do mestrado? Para quê? Para mostrar a quem? Se, segundo suas aulas, o mestrado pode alimentar a importância de pensar sempre e “agir nunca”? Será que é isso que buscamos?
O que será que desejou, se desejou, ao afirmar, de forma tranquila e enfática, ao nosso pequeno, heterogênio e concentrado grupo, “nós não mudamos ninguém – são os encontros que mudam as pessoas”, “tudo é a relação que se estabelece com as pessoas.” O que e como fazer então, se todos nós estávamos ali, sentados, calados, e sedentos de mudança, de transformação? Afinal, fazemos parte de uma pequena massa da população brasileira, 0,027%, que mesmo embora todos os enganos e desenganos da e na educação ainda acredita que há salvação. Mas, lembra professor? O senhor insistia e trazia, semanalmente, uma tensão interna para nossos encontros.
Contudo, após momentos de reflexão e discussão, de silêncio, de fala e de olhar, será que conseguiremos sair do estágio patológico, submetido ao desejo do outro, e chegar ao epistemológico, que controla a emoção? Será, também, que somos capazes de tirar as máscaras, não as, simbolicamente, utilizadas nos carnavais, mas as do dia a dia, a máscara do conhecimento, da epistemologia?
Quanto riso oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando
Pelo amor da colombina
No meio da multidão.
(…) Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval.
MÁSCARA NEGRA
(Zé Keti-Pereira Mattos, 1966)
Como não pretendo apenas fazer desta carta uma lista de questionamentos, destaco, e, inclusive, aponto para aqueles que não acreditam que é possível aprender e ensinar uma “disciplina” no curso de mestrado sem textos consagrados, alguns dos assuntos significativos abordados e construídos coletivamente a partir dos quatro grandes temas centrais desta disciplina: (1.)Abordagens Filosóficas; (2.)Elitização ou capitalização epistemológica; (3.)Bibliografia; (4.)Epistemologia.
A “ocupação”, o ler, o escrever, exigidos no processo do mestrado, podem também incorrer num plano exaustivo de absorção, separação das pessoas no âmbito social, um isolamento do resto, já que ao pensarmos a partir de um “corte” mais profundo, agimos como verdadeiros cortadores, cirurgiões, açougueiros, ficamos fora do mundo, incorrendo na abstração, numa abstemia epistemológica, isolando o concreto, o senso comum. E, então, me pergunto, qual a função social da minha ocupação/mestrado?
O grupo, que provavelmente acreditava na contribuição magna e natural do “texto” e da leitura desmoronou ao discutir, a partir dos pressupostos filosóficos tais questões. Leitura, aquilo que escolhe, recolhe; lectio – escolhido, aquilo que passou pela elite; lego - raiz do verbo, ação de juntar, colher. A autoridade do texto mata, fere, suplanta, oculta. Não lemos o texto como outro. Não lemos a “ideia” do autor e sim parte, pois geralmente lemos apenas textos. O leitor é introduzido ao peso legislativo da tradição. O mundo do leitor se fecha por conta do texto. Não dá para fazer o mestrado sem texto – conteúdo, referência, mitologia, conhecimento. Quanto mais conhecimento, mais rico epistemologicamente. A elitização parece pretender nos tirar da promiscuidade (indistinto, algo misturado, senso comum, “carrapicho”), pois todo projeto que busca a elitização não muda o mundo. Veja só, professor, cada encontro parecia uma “avalanche” – não de neve -, mas de ideias, ou melhor, de rompimentos das ideias dos alunos.
Depois, então, surgiu a discussão desse tal de pathos... ah, o pathos aquele que quer, deseja o outro e o outro que me pathologiza, pois me afeta! E, ainda na tentativa de entender que, o texto passa a ser meu outro e a relação passa a ser pathológica, porque o texto traz conceitos e eu vou interpretar as imagens, mas sem ter a interpretação, então, não é loucura?
E, agora, professor, o que faço com tudo “isso”, onde deposito meu desejo? Se, no mestrado tenho que dizer tudo o que posso dizer e não o que quero? Se, o mestrado pede para eu dizer o que outros pensam? Como? Se, esses outros – a elite – entendem o mundo de outra forma? Afinal, quem o mestrado forma? O que ele forma? Escribas ou escritores?
Enfim, acho que agora não dá mais tempo, pois a prepotência do mundo acadêmico parece que já invadiu minha vida e talvez até a minha alma. Contudo, obrigada, professor, pois se hoje estou contaminada, estou também mais consciente e menos cega desse processo quase que natural ou normal de todo mortal que tem o “privilégio” ou o “(des)privilégio” de participar do mestrado.
Atenciosamente,
Marisa Ester Aldecôa Rosseto
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Fui aluno do Prof. Dr. Danilo em 2009. Foi a primeira oportunidade na universidade em que realmente percebi o que eu estudava e como deveriam se dirigir sobre a minha formação. Após muitas provocações que foram em muito também criticadas por colegas de classe… …provocações essas que compreendiam desde as questões universitário-acadêmicas e “heideggerianas”, até nas questões micro e macro das políticas do nosso país, continente e mundo. O professor Danilo seria homenageado em vida na próxima terça feira em função da nossa festa da beca. Mas da mesma forma a homenagem ocorrerá. Ainda que de maneira póstuma para este ser humano que ao mesmo tempo que desafiava aos seus discentes, desafiava-se também nas questões do ser e das suas mais diversas projeções.
No dia 8/12/2010 fui arguido academicamente na Banca de TCC de Filosofia. Momento muito especial da minha vida em que houve densa participação do Prof. Dr. Danilo, no que tange a minha contínua formação.
Que D-s providendie o necessário conforto a todos nós e que o estimado “Danilo” descanse em paz.
BRUNO CORTINOVE – Filósofo.
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Car@s,
expresso aqui minha sincera tristeza pela morte do Prof. Danilo, e meus mais profundos sentimentos dirigidos a sua família.
Eu não o conheci pessoalmente. No entanto, desde antes de minha passagem pela Umesp, já sabia da força da influência de seu pensamento e de seu magistério.
Píndaro estava certo: o homem é mesmo “o sonho de uma sombra”.
Mas sua obra fica, como que iluminada “pelo esplendor de um deus”.
M.
Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio
http://marcoseuzebio.blogspot.com
Lattes: http://lattes.cnpq.br/5721965508893114
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É uma grande perda para nossa Universidade.
E pensar que a poucos dias também partiu o Prof. Benedito Nunes.
Não tive a oportunidade de conhecer o prof. Danilo, mas como disse o Bruno haverá oportuno momento para uma homenagem.
Aos Baccoi. dançarinos da noite. comedores de orvalho. observadores de raios lunares.
http://cavernadoser.blogspot.com/
www.laborperformatico.blogspot.com
www.lehasard.org.br
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Embora poucas as nossas conversações, enormes foram os frutos das orientações recebidas do Professor Danilo. Que sua breve existência física possa ter semeado em muitos corações e mentes o “amor à sabedoria”.
Um forte abraço a ele onde quer que esteja neste momento.
Lucas Lima
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Não fui privilegiada com suas aulas mas, bebi de algumas das suas palestras em videos aulas o que foi o sulficiente para hoje poder dizer que sabio homem viveu entre nós e quantas sementes de saber semeou na vida de tantos estudantes. Partiu, mas podemos ter certeza cumpriu sua missão.
Meus siceros sentimentos a todos que conheceram esse grande semeador de idéias.
Maria Socorro
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Hoje faleceu uma pessoa que eu gostava muito, mas, quem crê em Deus como eu creio sabe que nada é em vão. Espero que o Senhor esteja em paz meu mestre, estou e vou continuar rezando pelo Senhor. Muitas palavras que o Senhor me disse não saem da minha cabeça nesse momento… Quem sabe esteja na hora de eu procurar uma outra entrada, já que saídas como meu próprio mestre dizia insiste em ser as mesmas…
Encontrei a esposa do eterno “deseducador” Danilo e ela comentou que eu escrevi algo que ele gostou muito. Não queria mostrar pra ninguém, mas, acho que se foi bom para ele, talvez seja bom pra outros… Segue meu trabalho sobre educação e intimidade…
Em relação ao mestrado, nesse momento creio que vou parar, me prepara mais e quem sabe voltar mais tarde ou não…Estou tentando começar mais uma vez… Fiquem com Deus.
Verônica Hannis de Lima.
São Bernardo do campo, 1 de março de 2011.
Educação e intimidade.
Intimus
O que é intimo em mim?
O que tem de verdade em mim?
O que de fato eu gostaria de estar fazendo nesse momento?
Quanto às coisas da vida impuseram em mim, deformando os meus verdadeiros desejos?
O que desejo, ou o que espero conquistar?
Quem eu amo? Quem eu tenho que amar?
Porque estou fazendo mestrado? O que quero provar com isso? Para quem mesmo eu ainda devo satisfações?
Não sei nenhuma dessas respostas, atualmente não sei nem o que gosto de comer, repito os mesmos pedidos na lanchonete pra não correr ricos.
Estou no mestrado por ser covarde demais, por ter medo demais. Aqui nessa instituição com normas preestabelecidas eu sinto um certo conforto, pelo menos não tenho que me esforçar muito, o que já é um bom começo. E falo pra todo mundo que alem de trabalhar o dia inteiro em algo que eu nem sei se gosto, cuidar da minha casa entre aspas, dos meus filhos, também entre aspas faço mestrado, o nome é grande dá um certo respeito…
Esqueci … Também tenho marido e sinceramente não consigo me expressar a respeito. Não queria ter que pensar nisso, felizmente ou infelizmente essa disciplina trouxe isso a tona. Encontrei uma coisa que o mestrado me ensinou, uma única coisa, não saber nada sobre mim mesmo. A essa disciplina dou esse mérito ou demérito, a ignorância é um conforto sem igual, preferia nunca ter pensado sobre isso, ou talvez não…
Se não existe nenhuma proposta de saída, e pessoalmente não consegui ver nenhuma não proponho nesse memorial nenhuma resposta, não poderia, não sou capaz…
Somos ou melhor sou o poder desproporcional do que as instituições fizeram comigo, não sou eu, sou filha de alguém, não falo por mim, falo através de textos e mais textos que li, não faço tudo que quero, não faço nada que quero, sigo normas e mais normas mandadas pelos meus pais, pelo meu meio social, pela minha religião, pelos meus deveres, muitas vezes pelo meu conjugue, muitas outras vezes pelos meus filhos, até pela minha menor de dois anos.
Não queria ter que pensar a respeito… Tenho medo do que minhas paixões podem fazer comigo, tenho medo dos lugares que posso chegar por alguns minutos de prazer. Racionalizei tudo, minha vida é um relógio que não precisa de bateria para funcionar, dia após dia faço as mesmas coisas, movida unicamente pela razão e ironicamente quando acho que vou fazer algo novo me meto em um mestrado de educação. Queria que existisse um mestrado em deseducação quem sabe assim encontraria algum sentido nesse monte de besteira…
Estou tão robotizada pelo poder das instituições que não consigo nem por um minuto pensar em um lugar diferente para estar nesse momento, nem meus pensamentos me concedem essa possibilidade, tenho medo de pensar…
Ter que escrever a respeito está sendo uma tortura, estou com vontade de chorar, de jogar esse computador na parede, mas, não posso… Tenho que manter silêncio, o que vão pensar de mim se souberem o quanto pensar em mim mesmo me faz infeliz. Não quero ser injusta com as coisas que Deus me deu, sei que Ele esta me vendo agora e temo o que Ele vai pensar a respeito da minha hostilidade, temo o que Ele vai contabilizar a meu respeito ao observas meus sentimentos se concretizarem através dessas poucas palavras…
Meu Deus tenho medo até de escrever… Talvez por saber que ver essas palavras na minha frente me obriga a tornar visivelmente palpável o que tenho de mais absorto… Meus temores. Intimidade… Essa é a relação mais intima que já tive na minha vida. Posso jurar que ninguém nesse mundo imagina o quanto desejo da vida… Posso jurar que meu leito,r creio que um único e solitário leitor é a pessoa que mais me conhece na minha “suposta” intimidade em relação ao mundo… Escrevo pra você nesse momento, mas, também escrevo pra mim, por favor, me deixe ser livre pelo menos por alguns minutos… Deixe-me tirar a mascara rapidinho, e, por favor, não fale nem mostre isso pra ninguém…
Nunca fui amada, pelo menos, não do jeito que gostaria de ser, nunca pude ser original com ninguém, eu assusto as pessoas… Vivo porque finjo e acabo fingindo para viver… Sou tão boa nisso que me esqueci de tentar ser eu mesma se é que algum dia eu fui. Só sei que em um certo dia, em um certo momento na minha vida eu tomei uma decisão definitiva, a partir daí as coisas foram simplesmente acontecendo. É a primeira vês que penso nisso, nem sei mais se é isso que o trabalho propõe… Mas novamente me deixe continuar, me deixa falar ou me expressar através desse texto… Não me julgue, nem pense em pontuar essas palavras elas não merecem A ou E, só precisam ser expelidas. Preciso por tudo isso pra fora…
É difícil admitir que nunca se foi amada, ou pelo menos não da maneira que gostaria, acho que foi isso que me trouxe pra mais esse curso, acho que procuro nos outros o que não encontro em mim, o pior é que não acho: Alguém me disse que quem não sente prazer não é capaz de produzir o novo… Estou no lugar certo… Não há nada de novo aqui… Esse mesmo alguém me disse que as prostitutas são as pessoas mais livres do mundo, são pagas para fingir e quem as paga sabe que elas estão fingindo, um jogo limpo de comum acordo onde a necessidade de um e o desejo de outro se completam em um relacionamento, muitas vezes, mais verdadeiro que o casamento, a quem estou querendo enganar… Com certeza mais verdadeiro do que a instituição casamento…
sei que estou parecendo o mais frustrado dos seres, mas, não é isso, é o fato de pensar sobre todas essas coisas que fazem da minha vida um aglomerado de sentimentos que não sei difrar. hoje é dia dez de março de 2011, são onze horas da noite e acredite me sinto acompanhada compartilhando essas palavras. hoje completo 32 anos, meti os pés pelas mãos durante a maior parte da minha vida e atualmente não vejo saída.
Então uma pessoa me diz que as supostas respostas não se encontram nas saídas e sim na maneira que você vai entrar em algo novamente, continuo sem saída, por não saber fazer diferente. Continuo sem saída, porque já me enganei tanto que não sei mais quem sou. Não sei entrar de outra maneira, porque já estou vestida para entrar exatamente da mesma maneira. Sei lá a que bloco me encaixam, pra falar a verdade, me basta ser uma mulher madura, mãe, esposa, diretora de escola e estudante… Será que no meio de todos esses blocos existe o da felicidade. não estou falando de plenitude, sei que a dita felicidade são momentos que marcam ou não mas, são momentos que se vão com o nascer do sol, ou com a vinda do crepúsculo.
Só queria por um único momento da minha vida ter tido a sensação tola de ter feito algo só por mim, de ter conseguido algo através única e exclusivamente dos meus esforços individuais. Todas as minhas conquistas são compartilhadas, como se eu devesse ao meu marido, aos meus pais aos meus filhos pela conclusão de determinado fato. Hoje no dia 10 de março de 2011, quando apaguei as velhinhas do bolo que minha irmã me trouxe sozinha, quando cantamos parabéns sozinhas, pedi a Deus, assim como uma criança pede aos pais uma bicicleta no final de ano, pedi com toda minha fé uma bolsa de estudos, não por não ter quem pague pra mim, mas, por querer algo só meu, por não ter que dever isso a ninguém, alem de mim mesma, por poder tentar fazer dessa suposta conquista algo pra mim. Algo que ninguém possa me tirar. É difícil entender sei disso, como já disse eu assusto as pessoas.
Não sou forte, gostaria de ser, não sou a melhor mãe, melhor profissional, melhor estudante, bom não quero o peso de ser melhor em nada, só quero sentir o que nunca senti em toda minha vida. A sensação de vitória, mesmo que ela dure somente alguns minutos, segundos, quero senti-la…
Não sei por que cheguei até esse assunto, acho que é porque é meu aniversario e estou um tanto melancólica. Aprendi muito com essa disciplina, aprendi o quanto me moldei durante toda a minha história. Se isso vai mudar? Não sei… Só sei que já me sinto diferente. Se essa era a proposta desse curso acertou no alvo, se não era sinto muito me esforcei para entender a proposta.Continuo com minha estrada cheia de medos, mas, também cheia de fé… E que me desculpem os gigantes que se escondem por trás dos textos, aprendi muito mais com um solitário doutor que se travesti para entusiasmar seus discentes.
Aos gigantes obsoletos por trás de suas obras, um sonoro tchau, a esse doutor atrevido um breve até logo…
Ahhh se quiser mostrar o texto a qualquer um exponha-o, não me importo mais.
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agradecida pela lembrança. Estou profundamente surpresa! ele foi meu professor e o admirava demasiadamente! um homem com didática filosófica, virtude rara em educadores de filosofia.
Lina Roque
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Meus queridos.
Eu que sempre me relacionei bem com as palavras, me pego agora com dificuldades para escrever esse e-mail.
Dizer o quanto ele tocou a cada um de nós parece pouco pela imensidão de amor que aquele pequeno grande homem irradiou a todos.
O DR. Danilo desestruturou, deseducou, desequilibrou, desmantelou, confundiu, desiludiu enquanto o ser humano Danilo, só nós ensinou, nos amou.
Vá em paz, meu mestre, meu orientador, meu amigo. Daqui, fico com a ideia fixa de terminar o que ainda nem bem começamos.
Obrigada meu amigo, obrigada!
Mariana
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Queridos amigos de “caminhada”…
Vazio!! Vazio!! Vazio!!
Estou perpelexa!!
Fica em nós a saudade…só sentimos saudade porque amamos!!
Ao nosso “eterno mestre”: J’e taime!!!!
Érica Guarnier
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Olá a Todos e Todas.
Ontem estive na Metodista, logo pela manhã, mas só tomei conhecimento a tarde, através do nosso amigo Hugo.
No dia de ontem não tive coragem de pronunciar qualquer palavra a respeito nem escrever nada, sem que tudo fosse muito difícil, dolorido. Minha tarde e minha noite foram dedicadas ao silêncio e às orações para que Deus o receba de braços abertos.
O contato que tive com Danilo foi de cumplicidade, respeito, alegria. Tudo isso, atrelado a muito profissionalismo e paixão pelo que fazia.
Troquei várias mensagens com ele, durante nosso curso e após sua conclusão, o que me deixa na posição prazerosa de “seu amigo”.
Tudo está muito recente. A dor irá, pouco a pouco, deixando lugar prá saudade e prá lembrança, que nos farão seguir e se lembrar de quão grande era o “nosso amigo”.
Que Deus conforte e acalme o coração de sua família.
Edu
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Queridos amigos, que com as palavras doces e firmes de nosso mestre Danilo, nos
aproximou cada dia mais. E com extrema tristeza e vazio que compartilho minha dor, também,
com vocês, para quem sabe torna-la, a mim, mais sublime.
Sua partida do plano físico faz brotar a saudade e a vontade do abraço amigo de
sempre. Mas o brilho de seu corpo espiritual sempre brilhará dentro de nós, e disso
não temos, se quer, rastro de dúvidas.
Sua paz interior e seu vulcão nos acalma e incentiva a dias melhores.
Danilo deixa saudades nas entranhas das almas e cada um que pôde com ele
compartilhar um pouco de tempo, deixa felicidades que brotam, deixa perplexidade
com cada pensamento que durava, para mim, a expectativa do próximo encontro,
as terças.
Danilo, agora, me deixa com as mãos frias e o rosto rosado de lagrimas que não cessam.
Danilo, deixa o pulso da vida no coração que bate, e bate forte agora.
E deixa a certeza que nos encontros com os outros é que nos fazemos, por isso
todos nós temos um pouco de Danilo na nossa composição.
Danilo, continuamos esperando por sua voz que acalma e por seus pensamentos
que orientam/desorientam, os passos necessários, de nossas vidas!
Cida
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Olá colegas!
Não tenho palavras tão apropriadas e lindas como as da Cida. Mas quero compartilhar com vocês meu pesar e minha profunda tristeza por esta perda.
Lamentável e desconsertante verificar a efemeridade de nossas vidas. Mas certamente temos um pouco de Danilo em todos nós e choramos sua falta hoje.
Katia Souto
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Lembranças.
Gostaria de escrever ou falar mas, ainda não consigo.
Mando uma foto para lembrarmos do nosso Di Manno.
Beijo a todos
Selma
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- Assunto:
- Reitoria
- Nome:
- marisa ester aldecoa rosseto
- E-Mail:
- marisa_ester@hotmail.com
- Telefone:
- 55738689;66515303
- Número de Matrícula:
- Mensagem:
- Estou em pedaços com a notícia da morte do professor Danilo Di Manno. O dia ficou vazio…sem cor… sem graça. Ficamos trocando e-mails – nós alunos do mestrado – para talvez nos consolarmos com tamnanha ausência. Entrei durante o dia, várias vezes, no site da Universidade para verificar se havia alguma nota…um mensagem para sua família, para os colegas e alunos que estão sofrendo com a perda de um jovem mestre que tanto provocou e mobilizou vários estudantes de Filosofia e Educação e nada… a página permaneceu inerte… como se nada tivesse ocorrido!!!!! Lamentável!!!!
Manifestação de Marcus Kemps, ainda durante a aula de Danilo….
Canal de vídeo criado com algumas produções em vídeo recentes de Danilo…