III OLIMPÍADA LATINO-AMERICANA DE FILOSOFIA
abril 11th, 2012 § Deixe um comentário
III OLIMPÍADA LATINO-AMERICANA DE FILOSOFIA
APRESENTAÇÃO
Ao levar em consideração que a paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos são os princípios dos jogos olímpicos, professores de filosofia do Brasil e do Uruguai empreenderam a iniciativa de promoção de um espaço para a sua realização. Assim, com um espírito de acolhimento das diferenças, as Olimpíadas de Filosofia pretendem convocar estudantes para um exercício de investigação solidária, num clima que pretende ser não de competição, mas de colaboração e de estímulo para o pensamento. Cultivando o verdadeiro espírito olímpico de superação de si mesmo num movimento de cooperação que favoreça o crescimento de todos, as Olimpíadas de Filosofia realizadas em cada um dos países consistem em encontros de diálogo filosófico, apresentações artístico-filosóficas e produções escritas individuais ou coletivas, das quais podem participar estudantes de Educação Secundária (Ensino Médio), de Escolas Técnicas, tanto de instituições públicas como privadas, assim como jovens não incluídos no sistema formal de educação. Um dos objetivos da edição 2012 é atrair professores e estudantes de outros países da América Latina, bem como dos vários Estados do Brasil.
A Olimpíada Latinoamericana de Filosofia corrobora das máximas da Olimpíada de Filosofia do Uruguai:
“¡Atrévete a pensar por ti mismo!” (Kant).
“Enseñar a graduar la creencia, y a diferenciar lo que se sabe y se comprende bien, de lo que se ignora, es tan importante, como enseñar a saber…” (Vaz Ferreira).
OBJETIVO GERAL
Na Olimpíada Latino-americana de Filosofia procura-se, através da comunidade de indagação, incentivar o pensamento pessoal, o diálogo, o “dar-se conta” da existência e da importância do outro, com a finalidade de promover um encontro que gere a aproximação e o estabelecimento de um caminho em comum, visando à superação de problemas e dilemas humanos.
A Olimpíada Latino-americana de Filosofia tem como objetivos principais:
· Fomentar o espírito crítico e dialógico entre os estudantes
· Desenvolver nos jovens cidadãos o aprimoramento das habilidades de ler e escrever textos filosóficos, bem como de realizar diálogo filosófico em solidariedade investigativa
· Favorecer o questionamento acerca dos dilemas centrais de nossos dias, cultivando uma postura filosófica diante da existência
· Construir ambientes de intercâmbio cultural que favoreça o desenvolvimento de uma identidade latino-americana
· Estimular nos jovens o diálogo entre os colegas latino-americanos e suas visões de mundo
OBJETIVOS EDUCATIVOS E FILOSÓFICOS
As Olimpíadas de Filosofia propõem como objetivos educativos:
· Desenvolver nos participantes: capacidades e atitudes reflexivas e a aptidão para um pensamento autônomo
· Expandir o pensamento criativo.
· Aprofundar o pensamento crítico, lógico, argumentativo, respeitoso, autocrítico, dialógico, com valores, atento ao contexto.
· Fomentar as habilidades necessárias para alcançar os objetivos anteriores.
· Promover o pensamento solidário.
· Desenvolver as habilidades necessárias para o trabalho de discussão e produção em grupo.
· Impulsionar o pensamento dos problemas em profundidade, recorrendo aos grandes textos filosóficos. Com isso, ter a percepção e ação efetiva do e no seu contexto humano, cultural e social.
TEMÁTICA
A temática da III Olimpíada Latino-americana de Filosofia será a discussão dedicada e séria acerca do progresso, seu custo social e humano. A proposta é convidar os jovens a se debruçarem sobre o conceito de progresso, discutindo suas implicações e seus desdobramentos no contexto amplo da existência humana: Qual o custo social do progresso? O que significa crescer?
Entendemos que tal temática é urgente e nos convoca a todos a repensar nossa postura diante da vida, nossas escolhas diárias e nossas relações interpessoais. A temática escolhida pelos professores organizadores objetiva suscitar uma ampla discussão que possa abarcar as inúmeras perspectivas filosóficas trabalhadas pelos docentes em suas aulas, trazendo a contribuição dos pensadores clássicos e fomentando novas produções significativas entre os docentes e jovens.
ATIVIDADES
As Atividades Pré-Olímpicas consistem no desenvolvimento, em todos os países participantes, de debates e ações pedagógicas em torno dos temas acima delimitados, em atividades curriculares e extracurriculares protagonizadas pelos estudantes e seus docentes, em articulação com a comunidade. Estas ações incluem também outros tipos de atividades e iniciativas que se considerem convenientes (teatro, poesia, desenho, vídeos, exposições, música, canto, etc.) conectando os temas centrais de cada evento com outras problemáticas filosóficas e com outras disciplinas.
As Atividades Olímpicas consistem num encontro entre os participantes selecionados em cada instituição ou grupo participante do processo olímpico (adesão à proposta do tema e do trabalho de reflexão filosófica)
Em um encontro de três dias, estudantes e professores reúnem-se para apresentar e debater acerca dos trabalhos produzidos nas atividades pré-olímpicas, além de produzirem material sobre a temática do encontro. Há também uma programação de palestras, oficinas e atividades artísticas e culturais. O encontro tem a seguinte estrutura básica:
a) Oficinas de debates em grupos de, no máximo, 20 jovens;
b) Produção de ensaios escritos individuais e em grupo;
c) Apresentação de trabalhos artístico-filosóficos.
Os representantes dos países elaborarão uma única proposta para apresentação no encontro e produção escrita a ser divulgada previamente no site do evento. No evento, as diversas delegações participantes terão a oportunidade de reunirem-se em grupos internacionais para aprofundamento e produção interativa.
CRONOGRAMA
Março e Abril de 2012 – Convocação via correio eletrônico / Divulgação na Internet, no site da olimpíada, das agências de fomento e da Universidade Católica de Petrópolis
Maio de 2012
Lançamento Internacional da III Olimpíada Latino Americana de Filosofia nos países/cidades participantes.
Lançamento das sugestões de conteúdo para orientação das atividades pré-olímpicas
Maio a Setembro de 2012
Realização das atividades pré-olímpicas nas instituições participantes
Agosto de 2012
Atividades pré–olímpicas entre Brasil e Uruguai no Uruguai
Atividades pré-olímpicas Rio-São Paulo em São Paulo
Atividades pré-olímpicas a serem agendadas pelos novos participantes
04, 05 e 06 de outubro – III OLIMPÍADA LATINO AMERICANA DE FILOSOFIA NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Nas Olimpíadas Filosóficas não há perdedores. Os participantes contribuem com suas capacidades individuais para enfrentar em comum os desafios propostos pelos problemas filosóficos. Não se entregam prêmios, mas recordações. As Olimpíadas Filosóficas tem seu valor na atividade em si, por isso, não são competitivas. Com este mesmo espírito se avaliará a qualidade da atuação dos participantes. Serão observados os seguintes métodos e critérios de avaliação:
a. Respeito ao diálogo filosófico.
Avaliar-se-á a participação dos docentes, que atuarão como coordenadores e observadores, e dos estudantes, valorando elementos como: capacidades e atitudes de comunicação, de escuta, de pertinência, de sínteses, de formular perguntas, de exemplificar, de perceber consequências em outros âmbitos e de prevê-las; de complementar e de suplementar ideias; de dedução, de levar em conta as contribuições dos outros, etc.
b. Respeito ao ensaio da composição filosófica.
Neste marco geral a Comissão Internacional avaliará os trabalhos realizados pelos estudantes levando em conta as seguintes pautas ou critérios: a) criatividade; originalidade; capacidade de pensamento autônomo; b) capacidade de pensamento crítico; capacidade de analisar, sintetizar, relacionar, comparar, avaliar, etc.; c) capacidade de argumentação: pertinência, consistência, coerência; d) profundidade e amplitude dos conhecimentos demonstrados; e) clareza, fluidez e correção da linguagem; f) percepção integral da unidade filosófica do trabalho.
Resultados:
Os melhores trabalhos serão publicados no site da Olimpíada Latino Americana de Filosofia
ORGANIZAÇÃO
Uma Comissão Coordenadora Internacional se encarregará da coordenação geral. Serão buscados coordenadores locais, em sua participação regional. Cada instituição educativa poderá realizar suas próprias atividades pré-olímpicas, contando com o apoio que necessite, e organizará a atividade olímpica em conjunto com o encarregado do departamento regional ou com a Comissão Coordenadora.
A participação voluntaria de Docentes que, de forma pessoal ou coletiva, organizem atividades com seus alunos, nas suas instituições educativas ou interagindo com outras; é de inestimável importância para o êxito da Olimpíada.
INSTITUIÇÃO ANFITRIÃ – UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS
Visando ampliar as atividades da Olimpíada, a comissão organizadora buscou a parceria com a Universidade Católica de Petrópolis para que pudesse contar com a chancela de uma Instituição no Estado do Rio de Janeiro que oferecesse credibilidade e seriedade ao evento, numa cidade com capacidade de acolher os jovens estudantes de outros países e estados com segurança e facilidade de locomoção.
Cabe à Instituição anfitriã ceder o espaço físico com todos os equipamentos necessários para a realização das atividades e certificar os participantes estudantes e docentes.
As edições anteriores foram realizadas na PUC de Porto Alegre.
INFORMAÇÕES E CONTATO
Prof. Sérgio Sardi sergioasardi@gmail.com
Prof. André Pares adpares@gmail.com
Profa. Sandra Tereja sandra.tejera@gmail.com
Prof. Luiz Pires luizcpn@hotmail.com
Prof. Atilano Beltranchini atibeltra@gmail.com
Profa. Lara Sayão lara.sayao@ucp.br
Regulamentos, inscrições, coberturas e resultados em: http://www.olimpiadadefilosofia.org
Alckmin apenas um louco, totalitarista, ou tem “costas quentes”?
janeiro 25th, 2012 § Deixe um comentário
Aqui no Estado de São Paulo, logo neste primeiro mês, presenciamos uma série de acontecimentos de dimensões absurdas e que fogem da lógica qual estamos habituados. Ainda me parece razoável, racional, comum conceber que os Estados estão situados dentro de uma unidade jurídica e territorial maior chamada País e que como tal, apesar de sua autonomia jurídica para alguns assuntos, deve submeter-se a este em algumas questões, seguindo, então, a carta magna da unidade federal chamada Constituição Nacional, e outras leis federais que se determinarem.
Em menos de um mês, de forma fatídica o Governo do Estado de São Paulo afrontou por duas vezes determinações federais e interpretou a lei, agindo a seu bel prazer, de forma contrária às normativas federais. Dois absurdos que deveriam resultar no mínimo em prisões em massa, inclusive do Governador do Estado sr. Geraldo Alckmin. (Sem contar o que ocorreu na cracolândia no final de 2011)
O primeiro caso foi na atribuição de aulas dos Professores, quanto ao piso salarial e para no máximo 2/3 do tempo de atribuição com educand@s, o que permite que fiquemos 1/3 como atribuição extra-classe, preparando materiais, aulas, etc… (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11738.htm) Art. 2º, “§ 4o Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”. O Governo de Estado foi obrigado em no prazo de 48 horas cumprir a normativa (http://www.apeoesp.org.br/noticias/noticias/educacao-de-sp-tem-48h-para-cumprir-jornada/) mas não o fez. E nós professores, “ com os rabos entre as pernas” fomos à atribuição e assinamos como quis o Governo do Estado.
O segundo caso, não menos absurdo e ilegal, é o da famigerada desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos. A presidência da República estava negociando a desocupação(http://tudonahora.uol.com.br/noticia/politica/2012/01/24/171223/presidencia-diz-que-governo-federal-ja-negociava-solucao-para-pinheirinho-antes-do-conflito) do bairro com as autoridades competentes, mas foi surpreendida por uma ação violenta, totalitária, ilegal do sr. Geraldo Alckmin.
A Constituição Federal é muito clara quanto às propriedades de terra, inclusive em caso de tensão social. (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4504.htm) Leiamos a Seção 2, que dispõe sobre as terras particulares (acentuando alguns trechos que nos servem para analisar este caso):
SEÇÃO II
Das Terras Particulares
Art. 12. À propriedade privada da terra cabe intrinsecamente uma função social e seu uso é condicionado ao bem-estar coletivo previsto na Constituição Federal e caracterizado nesta Lei.
Art. 13. O Poder Público promoverá a gradativa extinção das formas de ocupação e de exploração da terra que contrariem sua função social.
Art. 14. O Poder Público facilitará e prestigiará a criação e a expansão de empresas rurais de pessoas físicas e jurídicas que tenham por finalidade o racional desenvolvimento extrativo agrícola, pecuário ou agro-industrial. Também promoverá a ampliação do sistema cooperativo e organização daquelas empresas, em companhias que objetivem a democratização do capital.
Art. 14. O Poder Público facilitará e prestigiará a criação e a expansão de associações de pessoas físicas e jurídicas que tenham por finalidade o racional desenvolvimento extrativo agrícola, pecuário ou agroindustrial, e promoverá a ampliação do sistema cooperativo, bem como de outras modalidades associativas e societárias que objetivem a democratização do capital. (Redação dada Medida Provisória nº 2.183-56, 2001)
§ 1o Para a implementação dos objetivos referidos neste artigo, os agricultores e trabalhadores rurais poderão constituir entidades societárias por cotas, em forma consorcial ou condominial, com a denominação de "consórcio" ou "condomínio", nos termos dos arts. 3o e 6o desta Lei.(Incluído pela Medida Provisória nº 2.183-56, de 2001)
§ 2o Os atos constitutivos dessas sociedades deverão ser arquivados na Junta Comercial, quando elas praticarem atos de comércio, e no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas, quando não envolver essa atividade.(Incluído pela Medida Provisória nº 2.183-56, de 2001)
Art. 15. A implantação da Reforma Agrária em terras particulares será feita em caráter prioritário, quando se tratar de zonas críticas ou de tensão social.
A lei é tão clara, não é mesmo? Além do estado de abandono do terreno em questão e portanto este estava não produtivo, não cumprindo sua função social, que tal vermos quem é o “dono dele”? (http://pt.wikipedia.org/wiki/Naji_Nahas)
Resumidamente: Um Líbanês milionário, especulador financeiro, latifundiário, quebrou a bolsa de valores do Rio de Janeiro em 1989 (fazia negócio consigo mesmo, através do uso de laranjas, lavador de dinheiro, preso na operação Satiagraha….Ou seja, um amiguinho de políticos safados, criminosos….
Quando Alckmin julgou que devesse atravessar as negociações do Gov. Federal, promovendo uma desocupação sangrenta, totalitária e fora da lei, em que ele se baseia? Será que ele não tem apoio mesmo do Governo Federal? Quem seria louco a tal ponto? É o que saberemos nos desdobramentos, que se não for culpado por estes crimes e duramente penalizando, conforme manda a lei, é porque tem sim, “costas quentes” que lhe permite fazer o que faz.